Foto: Laís Klaiber - Crianças com deficiência em aula de Equoterapia
Pessoas encontram nos tratamentos terapêuticos, como a
equoterapia, uma oportunidade melhora de vida
Da
Redação
A prática
esportiva tem sido o maior aliado na recuperação de pessoas com deficiência
física, além de auxiliar na autoestima e integração social das crianças, jovens
e adultos. A equoterapia é uma das práticas esportivas que une métodos
terapêuticos com o hipismo para complementar o tratamento no caso de Síndrome
de Down, autismo, hiperatividade, paralisia cerebral, entre outras.
Mônica de Souza
Oliveira Rocha, 35, contou a importância da equoterapia na vida de seu filho,
Gabriel, 8, que possui Síndrome de Angelman. "Ele já fez equoterapia aos 3
anos e com apenas 1 mês de tratamento ele começou a firmar o corpo e a
engatinhar, além de ter ajudado muito na parte respiratória", disse.
Filipe Ferreira
Meireles Vaca, 12, sofre de paralisia cerebral e pratica a equoterapia desde os
5 anos de idade. Para sua avó, Creusa Ferreira Meireles, 58, o tratamento tem
ajudado seu neto em todos os sentidos. "O Filipe melhorou muito desde que
iniciou o tratamento e fez muitas amizades durante as aulas", relatou
enquanto acompanhava seu neto.
Além dos
tratamentos infantis para crianças que nasceram com necessidades especiais, a
equoterapia também auxilia na recuperação de acidentes, como é o caso
do policial militar inativo e futuro paratleta, Leonardo Caldas Penha, que
sofreu um acidente de moto em 2003 e passou por três paradas cardiorrespiratórias
que afetou sua fala, visão e locomoção. Iniciou o tratamento equoterapêutico em
2013, sua evolução foi notória, e hoje ele tem se preparado para competir na
categoria para adestramento.
Para Leonardo,
o esporte é uma maneira de mostrar as pessoas o mundo de uma pessoa com
deficiência. "Este é um mundo diferente, um mundo paralelo que vive junto
e este mundo precisa ser conhecido por todos e respeitado", contou
enquanto relembrava quando foi chamado de "bêbado" pela sua
dificuldade de fala e locomoção.


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