terça-feira, 17 de maio de 2016

Biometria é nova aposta para segurança das eleições

Foto: Caroline Puzoni - Entrada do Cartório Eleitoral de Ribeirão Pires

Procedimento é utilizado pelo TSE desde 2010, mas ainda diverge opiniões entre os eleitores por não ser obrigatório

Com o objetivo de garantir a segurança, há duas décadas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implantou o voto informatizado através da urna eletrônica no Brasil, integrada a um sistema informatizado que facilita e agiliza a contagem dos votos. As eleições surgiram para garantir que 205,8 milhões de brasileiros (dados de 2016, IBGE) tenham o direito à democracia.
Desde 2010 o TSE passou a utilizar urnas eletrônicas com reconhecimento biométrico do eleitor, com a intenção de impedir a falsificação na hora da votação. Apesar das urnas já possuírem o sistema biométrico, o recadastramento dos 142 milhões de eleitores (dados de 2014, TSE) ainda não é obrigatório.
Para Camila Albuquerque, analista judiciária da zona eleitoral do município de Ribeirão Pires, além da agilidade, a principal vantagem da votação biométrica é a garantia da “lisura do pleito (eleitoral), porque não tem como uma pessoa votar no lugar de outra”.
Foi com este pensamento que a eleitora Mariana Meira Ramos Vasconcelos, 18, decidiu fazer seu cadastramento biométrico, pois para ela “não tem como alguém pegar o seu ‘dedinho’ e votar no seu lugar”. Em contra partida, outros eleitores não vêem necessidade de realizar o recadastramento, como é o caso de Amanda Lemos Martines, 19, declara já possuir o título de eleitor e “que isso já basta”.
O prazo para o cadastramento biométrico para as eleições municipais deste ano já expirou no inicio do mês de maio. No entanto, o recadastramento pode ser realizado para as próximas eleições.
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