Foto: Camila Sousa - Ponto de coleta de resíduos eletrônicos em Alphaville
Entidades e cooperativas se uniram para conscientizar a população
Entidades e cooperativas se uniram para conscientizar a população
Da Redação
Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, é comum as pessoas
trocarem de aparelhos eletrônicos com frequência, como smartphones, tablets,
notebook, televisores e etc. A venda e mesmo a troca entre familiares ainda é
comum, mas poucos sabem que destino dar a esses objetos caso estas opções não
estejam disponíveis.
Pensando nisso, várias entidades e cooperativas passaram a trabalhar com
a coleta e conscientização da população a respeito dos resíduos eletrônicos. É
o caso de Renato Dallora, engenheiro civil e um dos responsáveis pelo
Residoando, uma plataforma que busca divulgar a forma correta de descartar tais
resíduos:
“Eu acho que todo mundo tem interesse, mas ninguém vai
atrás. Então [os objetos] acabam ficando guardados no armário, porque ainda estão
limpos”.
Ele acrescenta também a quantidade de substâncias contidas nos objetos e
os perigos que eles representam para as pessoas: “O resíduo eletrônico tem
muitos contaminantes, que são muito perigosos tanto se você trabalhar com ele,
se expor a ele no dia a dia, reciclando, quanto também quando você dá uma
destinação incorreta, indo para o aterro sanitário. Tem diversos metais pesados
que trazem consequências para o corpo humano, então não existe ‘fora do
planeta’. Tudo o que você joga só é deslocado para outro lugar, que vai acabar
voltando para você”.
Já o educador socioambiental Caio Martinez, da cooperativa Recifran,
acredita que muitos ainda não pensam nos impactos e que a indústria atual
colabora para um cenário que aumenta o consumismo: “Acho que as pessoas
ainda não se ligaram nisso. Elas ainda não se atentaram a isso. É algo que
acontece eventualmente. As coisas são muito efêmeras e existe um absolutismo no
sentido que as coisas são feitas mesmo para durarem pouco, para girar a
engrenagem do mercado. E toda essa fábula da propaganda e da mídia dizendo como
é maravilhoso você ter determinado aparelho”.
Mônica de Almeida é gerente da Sociedade Alphaville Centro de Apoio e
percebe a dificuldade dos moradores locais com o descarte. Ela acompanhou uma
palestra sobre o tema e revela que ainda não sabia o que fazer com os resíduos:
“Tem muito aparelho quebrado que as pessoas jogam no lixo. Ainda não sei
muito sobre o tema. A gente tem que começar a fazer alguma coisa, porque não dá
para ficar inerte aos problemas que temos hoje, que é lixo, falta de lugar para
colocar o lixo, falta de educação. E quanto mais a gente ajudar a natureza,
mais vamos contribuir para o futuro dos meus filhos, de todo mundo”.


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