terça-feira, 17 de maio de 2016

Fluxo de imigrantes em busca de emprego cresce na cidade de São Paulo

Foto: Camila Sousa - Willy Jules, de Porto Príncipe no Haiti

Pessoas chegam à capital paulista todos em dias na esperança de novas oportunidades
O Brasil é um país que sempre recebeu muitos imigrantes, e este número aumentou nos últimos anos, principalmente de países africanos e do Haiti, que sofreram com conflitos locais e desastres naturais. Muitas destas pessoas se dirigem a São Paulo, principalmente em busca de emprego, apesar de, muitas vezes, terem pouca qualificação. Este é o caso de Willy Jules, que saiu de Porto Príncipe, no Haiti para trabalhar em uma obra na grande São Paulo. Sem muito conhecimento na língua portuguesa, o homem de 40 anos tenta se comunicar como pode: “Português tá muito difícil. Difícil demais. Tem muitos que vem aqui pro Brasil e não consegui de falar normal [sic]”.
Para entender melhor como a cidade tem acolhido tais pessoas, conversamos com Guilherme Otero, assessor da Coordenação de Políticas para Migrantes da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo:
Full Time e etc.: Quais são os tipos de pessoas que vocês atendem aqui?
Guilherme Otero: Nosso papel aqui, na verdade, não é atender ao público e sim pensar nas políticas direcionadas para a população e ai. Estamos falando de migrantes internacionais, refugiados, gente com documento, gente sem documento, não fazemos nenhum tipo de diferenciação.
FTetc: E em quais condições elas chegam aqui?
GO: Depende do fluxo, depende da nacionalidade e do que essa pessoa veio fazer aqui. Os fluxos que vêm para São Paulo são muito plurais, então você tem desde migrantes que chegam com trabalho, funcionários de multinacionais, com todas as condições financeiras, até refugiados que passaram pelos maiores traumas e chegaram a São Paulo sem nem saber que estão no Brasil. Pobres, sozinhos, sem nenhuma condição, sem falar português, alguns inclusive analfabetos.
FTetc: Vocês conseguem fazer algum tipo de capacitação profissional?
GO: Sim. O primeiro passo para isso é sempre o curso de português. Mas o munícipio trabalha muito com o PRONATEC, e tem alguns cursos de empreendedorismo da Agência São Paulo de Desenvolvimento, e da própria Secretaria de Trabalho. Então eles conseguem fazer esses cursos. Em 2014, os cursos do PRONATEC faziam muito sucesso entre os imigrantes, ao contrário dos brasileiros. Cursos de hotelaria, pizzaiolo, auxiliar de escritório, coisas assim. Com o CPF, eles conseguem o acesso. E achamos um caminho interessante também, pelo PRONATEC ter a bolsa por hora/aula, para que a pessoa consiga pelo menos se deslocar.
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Descarte correto de resíduos eletrônicos ajuda na preservação do meio ambiente

Foto: Camila Sousa - Ponto de coleta de resíduos eletrônicos em Alphaville

Entidades e cooperativas se uniram para conscientizar a população
Da Redação
Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, é comum as pessoas trocarem de aparelhos eletrônicos com frequência, como smartphones, tablets, notebook, televisores e etc. A venda e mesmo a troca entre familiares ainda é comum, mas poucos sabem que destino dar a esses objetos caso estas opções não estejam disponíveis.
Pensando nisso, várias entidades e cooperativas passaram a trabalhar com a coleta e conscientização da população a respeito dos resíduos eletrônicos. É o caso de Renato Dallora, engenheiro civil e um dos responsáveis pelo Residoando, uma plataforma que busca divulgar a forma correta de descartar tais resíduos:
“Eu acho que todo mundo tem interesse, mas ninguém vai atrás. Então [os objetos] acabam ficando guardados no armário, porque ainda estão limpos”.

Ele acrescenta também a quantidade de substâncias contidas nos objetos e os perigos que eles representam para as pessoas: “O resíduo eletrônico tem muitos contaminantes, que são muito perigosos tanto se você trabalhar com ele, se expor a ele no dia a dia, reciclando, quanto também quando você dá uma destinação incorreta, indo para o aterro sanitário. Tem diversos metais pesados que trazem consequências para o corpo humano, então não existe ‘fora do planeta’. Tudo o que você joga só é deslocado para outro lugar, que vai acabar voltando  para você”.
Já o educador socioambiental Caio Martinez, da cooperativa Recifran, acredita que muitos ainda não pensam nos impactos e que a indústria atual colabora para um cenário que aumenta o consumismo: “Acho que as pessoas ainda não se ligaram nisso. Elas ainda não se atentaram a isso. É algo que acontece eventualmente. As coisas são muito efêmeras e existe um absolutismo no sentido que as coisas são feitas mesmo para durarem pouco, para girar a engrenagem do mercado. E toda essa fábula da propaganda e da mídia dizendo como é maravilhoso você ter determinado aparelho”.

Mônica de Almeida é gerente da Sociedade Alphaville Centro de Apoio e percebe a dificuldade dos moradores locais com o descarte. Ela acompanhou uma palestra sobre o tema e revela que ainda não sabia o que fazer com os resíduos: “Tem muito aparelho quebrado que as pessoas jogam no lixo. Ainda não sei muito sobre o tema. A gente tem que começar a fazer alguma coisa, porque não dá para ficar inerte aos problemas que temos hoje, que é lixo, falta de lugar para colocar o lixo, falta de educação. E quanto mais a gente ajudar a natureza, mais vamos contribuir para o futuro dos meus filhos, de todo mundo”.
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Esporte auxilia na recuperação de pessoas com deficiência

Foto: Laís Klaiber - Crianças com deficiência em aula de Equoterapia

Pessoas encontram nos tratamentos terapêuticos, como a equoterapia, uma oportunidade melhora de vida

Da Redação

A prática esportiva tem sido o maior aliado na recuperação de pessoas com deficiência física, além de auxiliar na autoestima e integração social das crianças, jovens e adultos. A equoterapia é uma das práticas esportivas que une métodos terapêuticos com o hipismo para complementar o tratamento no caso de Síndrome de Down, autismo, hiperatividade, paralisia cerebral, entre outras.

Mônica de Souza Oliveira Rocha, 35, contou a importância da equoterapia na vida de seu filho, Gabriel, 8, que possui Síndrome de Angelman. "Ele já fez equoterapia aos 3 anos e com apenas 1 mês de tratamento ele começou a firmar o corpo e a engatinhar, além de ter ajudado muito na parte respiratória", disse.

Filipe Ferreira Meireles Vaca, 12, sofre de paralisia cerebral e pratica a equoterapia desde os 5 anos de idade. Para sua avó, Creusa Ferreira Meireles, 58, o tratamento tem ajudado seu neto em todos os sentidos. "O Filipe melhorou muito desde que iniciou o tratamento e fez muitas amizades durante as aulas", relatou enquanto acompanhava seu neto.

Além dos tratamentos infantis para crianças que nasceram com necessidades especiais, a equoterapia também auxilia na recuperação de acidentes, como é o caso do policial militar inativo e futuro paratleta, Leonardo Caldas Penha, que sofreu um acidente de moto em 2003 e passou por três paradas cardiorrespiratórias que afetou sua fala, visão e locomoção. Iniciou o tratamento equoterapêutico em 2013, sua evolução foi notória, e hoje ele tem se preparado para competir na categoria para adestramento.

Para Leonardo, o esporte é uma maneira de mostrar as pessoas o mundo de uma pessoa com deficiência. "Este é um mundo diferente, um mundo paralelo que vive junto e este mundo precisa ser conhecido por todos e respeitado", contou enquanto relembrava quando foi chamado de "bêbado" pela sua dificuldade de fala e locomoção.
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Biometria é nova aposta para segurança das eleições

Foto: Caroline Puzoni - Entrada do Cartório Eleitoral de Ribeirão Pires

Procedimento é utilizado pelo TSE desde 2010, mas ainda diverge opiniões entre os eleitores por não ser obrigatório

Com o objetivo de garantir a segurança, há duas décadas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implantou o voto informatizado através da urna eletrônica no Brasil, integrada a um sistema informatizado que facilita e agiliza a contagem dos votos. As eleições surgiram para garantir que 205,8 milhões de brasileiros (dados de 2016, IBGE) tenham o direito à democracia.
Desde 2010 o TSE passou a utilizar urnas eletrônicas com reconhecimento biométrico do eleitor, com a intenção de impedir a falsificação na hora da votação. Apesar das urnas já possuírem o sistema biométrico, o recadastramento dos 142 milhões de eleitores (dados de 2014, TSE) ainda não é obrigatório.
Para Camila Albuquerque, analista judiciária da zona eleitoral do município de Ribeirão Pires, além da agilidade, a principal vantagem da votação biométrica é a garantia da “lisura do pleito (eleitoral), porque não tem como uma pessoa votar no lugar de outra”.
Foi com este pensamento que a eleitora Mariana Meira Ramos Vasconcelos, 18, decidiu fazer seu cadastramento biométrico, pois para ela “não tem como alguém pegar o seu ‘dedinho’ e votar no seu lugar”. Em contra partida, outros eleitores não vêem necessidade de realizar o recadastramento, como é o caso de Amanda Lemos Martines, 19, declara já possuir o título de eleitor e “que isso já basta”.
O prazo para o cadastramento biométrico para as eleições municipais deste ano já expirou no inicio do mês de maio. No entanto, o recadastramento pode ser realizado para as próximas eleições.
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Mercado de ações é atrativo de visitas monitoradas na Bovespa

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Foto: Denise Feliano - Imagem do interior da Bovespa

Projeto é direcionado para todos os públicos e contam com palestras, cinema 3D e uma viagem no tempo

O Instituto Educacional BM&FBOVESPA oferece visitas monitoradas gratuitas a todos interessados em conhecer o funcionamento da Bolsa tanto na teoria quanto na prática. O instrutor e antigo corretor da Bolsa de Valores, Aguinaldo Ferreira Dias, explica o principal objetivo das visitas monitoradas e os benefícios que essas visitas oferecem a eles. "O objetivo é popularizar o mercado financeiro e fazer com que as pessoas tenham um pouco mais de cultura financeira. Não há em nenhum lugar do mundo um projeto como esse de fazer com que as pessoas venham a Bolsa", afirma Aguinaldo.
Com as constantes mudanças do cenário financeiro, diversas pessoas possuem várias dúvidas sobre o mercado financeiro. Esse mercado é onde as pessoas negociam o dinheiro fazendo ligação entre compra e venda, porém, para que isto ocorra, é preciso um intermediário. O mercado financeiro é dividido em diversas categorias, ente elas, os Ativos de Renda Fixa e Variável, além dos Cercados de Crédito, de Câmbio e o Mercado Aberto.
Já a professa de Administração, Contabilidade e Logística da Faculdades de Campinas, Daniela Salomão, fala que a importância da visita para os universitários do curso de Ciências Econômicas é importante para que eles tenham uma melhor visão do mercado financeiro. “Nós viemos para conhecer um pouco essa questão do mercado financeiro e porque a gente dá a aula de investimento e fala um pouco de mercado, mas não tem essa visão de como que é e quanto que gasta. Então por isso que a gente trouxe, para eles terem uma visão melhor na prática não só na teoria”, declara Daniela.
Para o estudante Jean Oliveira, 14 anos, a visita na Bolsa despertou curiosidades quanto a maneira de investir e ter um futuro um pouco mais garantido. “Eu pretendo investir aqui e depois garantir um dinheiro para pagar a faculdade que quero fazer”, declarou Jean.
As visitas monitoras na Bolsa de Valores tem duração de duas horas e contem atrações como o cinema 3D, centro de memórias, além de palestra sobre o mercado de ação e futuros e uma simulação de compra de ações.
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Sala São Paulo, uma opção de lazer não explorada

Foto: Denise Feliano - Entrada da Sala São Paulo

Espaço traz concertos a preços acessíveis e ensaios abertos gratuitos para todos os públicos

Uma grande opção de lazer não muito explorada, a Sala São Paulo é uma excelente escolha para um programa diferente. Sede da Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP), a Sala apresenta concertos de música clássica com preços abaixo da média e oferece ensaios abertos aos domingos para os mais variados públicos.
Com uma repleta programação, a Sala divulga em seu site todo o repertório de concertos a serem apresentados, contendo horários e preços, além de não deixar de fora a grande divulgação de seus ensaios abertos, sejam eles gratuitos ou com preços baixos.
Localizada na antiga Estação Júlio Prestes, o espaço inaugurado em 1999 era apenas um belo Jardim de Inverno planejado somente para as famílias imperiais. O monitor, Carlos Henrique, conta que a Sala possui tecnologias únicas, que foram patenteadas ali mesmo e, além disso, o espaço contém dimensões muito próximas das melhores salas de concertos do mundo. Ele ainda conta que o modo como o lugar foi construído gera efeitos acústicos diferentes, tornando a Sala São Paulo única, sem nenhuma outra igual no mundo.
O diretor artístico da OSESP, Arthur Nestrovski, relata que a Sala é muito especial, ele explica que os pontos acústicos se combinam muito bem entre si. “Do ponto de vista acústico, especialmente para uma orquestra sinfônica, é uma sala muito especial. As texturas dos vários instrumentos se combinam muito bem”, declara.

A iniciativa de oferecer acesso fácil aos concertos agrada a todos, até mesmo aos visitantes mais assíduos, como a advogada Fátima de Arouche, 63, assinante de duas orquestras. Ela acha importante que todos tenham acesso a música clássica e venham conhecer os ensaios para saber mais sobre a música clássica, apreciar o que ouvem e ainda conhecer um pouco dos instrumentos.
Já a empresária Eliane Nogueira, além de achar a iniciativa das visitas monitoradas maravilhosa, diz que indica a visita ao lugar e ainda recomenda a todos que vierem a cidade, visitarem a Sala São Paulo, mas também indica principalmente para os moradores da capital que nunca visitaram o espaço.
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